A geofísica na Bahia, anterior à década de 60-70, era basicamente restrita a trabalhos direcionados para a exploração de petróleo, cujos técnicos, quando não estrangeiros, alocados à esta empresa, eram engenheiros com cursos especializados em técnicas geofísicas para exploração de petróleo, notadamente técnicas terrestres relacionadas aos métodos potenciais (magnetometria e gravimetria), sísmicos (refração e reflexão) e de perfilagens em poços. No final da década de 60 e inicio da década de 70, de forma pioneira no Brasil, deu-se inicio na Bahia, a formação de especialistas em geofísica, áreas de física nuclear e de exploração de recursos naturais (hídricos e mineral). Ainda nesta década houve uma forte tendência de uso de geofísica regional (levantamentos aerogeofísicos) pelos órgãos públicos federais sendo a Bahia contemplada com trabalhos em uma vasta área do seu território. Sendo assim, no período entre 1975 e 1982, parte do Estado da Bahia foi coberto por aerolevantamentos executados pelo Departamento Nacional da Produção Mineral/Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais/Nuclebrás, de qualidades muito variáveis, feitos a partir de equipamentos com sensores de baixa resolução (Magnético /Gamaespectrométrico), com um posicionamento duvidoso (navegação visual) e espaçamentos de linhas inadequados que variaram de 1.000 a 4.000 metros.
Ainda neste período o Estado da Bahia foi contemplado por uma rede gravimétrica integrada que lhe permitiu elaborar um Mapa Gravimétrico Regional (Bouguer), representativo da escala 1:1.000.000, através do Projeto Levantamento Gravimétrico do Estado da Bahia, executado em 1980, pelo convênio DNPM/CPRM.
Desde esta época, empresas privadas, a exemplo da SOPEMI, e estatais, DOCEGEO/VALE DO RIO DOCE, hoje VALE, têm realizado trabalhos regionais de aerogeofísica e terrestre, em diferentes escalas, objetivando a exploração de minerais metálicos, preciosos e semipreciosos. Estes dados não estão disponibilizados por estas empresas.