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Geoquimica na Bahia

A partir do início da década de 1970, em meio ao grande movimento de pesquisa mineral que ocorreu no país, o território do Estado da Bahia foi objeto de intensas atividades de geoquímica. Por um lado, o DNPM (Departamento Nacional da Produção Mineral), através da CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais), patrocinava projetos de mapeamento geológico básico, em escala regional, que englobavam, entre outras atividades, o levantamento geoquímico por sedimento de corrente com o objetivo de delinear grandes províncias geoquímicas (2). Também a recém-criada CBPM realizava seus projetos de mapeamento geológico básico com prospecção geoquímica regional, tendo em vista a definição de metalotectos com potencial para abrigar depósitos minerais de caráter econômico. Ao mesmo tempo, empresas de mineração nacionais e multinacionais, em atuação no Estado, empreendiam programas de exploração mineral que envolviam atividades de geoquímica em busca de jazidas de ouro e sulfetos de metais base, além de outras substâncias, como diamante, platinóides, cromita e magnesita.

São desse período as descobertas de ouro no Greenstone Belt do Rio Itapicuru, diversas novas jazidas de cromita que vieram somar-se aos já conhecidos depósitos de Campo Formoso e as jazidas de ferro-titânio de Campo Alegre de Lourdes, para citar algumas. Os dados a seguir, compilados da página da CPRM na internet (http://www.cprm.gov.br), dão uma idéia da extensão e da intensidade das atividades de geoquímica no Estado, no período entre 1970 e 1990. Alguns dos projetos que serviram de fonte para esses dados foram realizados em cooperação com a CBPM e a antiga SME (Secretaria de Minas e Energia), absorvida pela atual Secretaria de Indústria e Comércio e Mineração do Estado da Bahia, à qual a CBPM está vinculada.

Tipo de Projeto
Área amostrada
Sedimento de
Corrente
Concentrado de Bateia
Solo
Rocha
Regional
341521
29902
7351
4971
4861
Detalhe
6390
6312
3099
4621
1489
Total
347911
36214
10450
9592
6350

As amostras foram analisadas por diversos métodos, conforme a classe da amostra e os objetivos do projeto. Entre os métodos analíticos mais utilizados estão espectrografia ótica de emissão, absorção atômica, plasma ICP, fluorescência de raios-X e análises gravimétricas, além de análises mineralógicas.