Os primeiros projetos de mapeamento geológico com atividades de prospecção geoquÃmica na CBPM foram iniciados em 1973. A companhia empreendeu simultaneamente projetos de pesquisa regional (1:250.000) e projetos de pesquisa de semidetalhe (1:25.000). Ao longo dos seus 35 anos de história a CBPM realizou um dos maiores e mais bem sucedidos programas de exploração mineral empreendidos no paÃs, tendo a prospecção geoquÃmica como uma de suas principais ferramentas.
Em seus primeiros anos, a CBPM contou com seu próprio laboratório de análise quÃmica, equipado para análises por via úmida, Ãon especÃfico e espectrometria de absorção atômica. Entretanto, à medida que se programavam novos projetos de exploração mineral, abrangendo grandes áreas e com alto número de amostras de rocha, solo, sedimento de corrente e minério, tornou-se necessário apelar para laboratórios especializados, melhor aparelhados com equipamentos modernos, de sofisticação crescente, capazes de atender com rapidez e precisão à grande demanda de análises quÃmicas diversificadas que esses projetos geravam: espectrografia ótica de emissão, fluorescência de raios-X, fire assay, plasma ICP, absorção atômica com nÃveis mÃnimos de detecção extremamente baixos, como, por exemplo, ouro em nÃvel de ppb, análise de elementos terras raras e platinóides, entre outros. Já em 1980 a empresa enviava a esses laboratórios, para análises quÃmicas diversas, 15.746 amostras de diferentes materiais.
No gráfico a seguir, observa-se que no perÃodo de 34 anos, entre 1975-2008, a empresa analisou mais de 5.000 amostras por ano, na maioria dos anos. Em apenas 13 desses 34 anos o total anual analisado foi inferior a esse número. Os números mais expressivos foram alcançados em 1993 (26.388), 1995 (20.033), 1998 (20.056) e 1999 (20.690).
Em todo o perÃodo considerado foram analisadas 278.402 amostras oriundas de programas de prospecção geoquÃmica, sendo 13.645 amostras de concentrado de bateia, 41.610 de rocha, 46.815 de sedimento de corrente e 176.332 de solo.
Se forem adicionadas a esses números, as amostras de outros materiais, tais como minérios diversos, argilas, pó calcário e outros, chega-se a 386.041 amostras submetidas a análise quÃmica em 33 anos (3).

Entre os sucessos alcançados por esse programa contam-se jazidas de ouro no Greenstone Belt do Rio Itapicuru, jazida de vanádio de Maracás, depósitos de fosfato, barita, chumbo e zinco na Bacia de Irecê, fluorita na Serra do Ramalho, calcário dolomÃtico na bacia do São Francisco, jazida de zinco no Greenstone Belt de Mundo Novo e diversos prospectos com alta potencialidade para jazidas minerais de caráter econômico, que constituem hoje importante patrimônio da empresa.
Referências
(1) JESSEY, DAVID – Geochemistry Notes, Introduction. Cal Poly Pomona. USA. DisponÃvel em http://geology.csupomona.edu/drjessey/class/gsc300/introduction.pdf. Acesso em 05/08/03.
(2) CPRM, Catálogo Geral de Produtos e Serviços Geológicos. Levantamentos GeoquÃmicos. Base de Dados GEOQ. 2. Ed. Rio de Janeiro. Diretoria de Geologia e Recursos Minerais.
(3) CBPM. Relatório do SELAB. Relatório Interno 1975-2008. Salvador.