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Meio Ambiente na Bahaia

O Estado da Bahia possui uma área de 564.692,669 km², com a maior extensão territorial do Nordeste, ocupando aproximadamente 37,7% da região. Três biomas brasileiros são identificados na região: a Caatinga, a Mata Atlântica e o Cerrado, além da Zona Costeira, com seus ecossistemas que se repetem ao longo de todo o litoral – como praias, restingas, lagunas e manguezais. A sua vegetação é caracterizada com uma grande diversidade de ecossistemas, campos rupestres, manguezal, restinga, áreas de transição, além de florestas estacionais e os ecossistemas já citados. São também identificados, no Estado, três tipos climáticos: o clima de savana, o clima super-úmido e o clima semi-árido quente.

 

Mapa da Distribuição dos Ecossistemas no Estado da Bahia

Mapa

 

Cerrado

Vegetação xeromórfica de arvoredos, oligotrófica, cuja fisionomia varia de arbórea densa (cerradão) a gramíneo-lenhosa (campos). Caracteriza-se, de um modo geral, por árvores de pequeno porte, isoladas ou agrupadas, sobre tapete graminóide, serpenteada às vezes por florestas de galeria. Estimativas apontam mais de 6.000 espécies de árvores e 800 espécies de aves, além de grande diversidade de peixes e outras formas de vida.O solo é antigo e profundo, ácido e de baixa fertilidade, e tem altos níveis de ferro e alumínio. As principais ameaças à biodiversidade do Cerrado estão relacionadas com a monocultura intensiva de grãos, a pecuária extensiva de baixa tecnologia e a utilização indiscriminada de agrotóxicos e fertilizante.

cerrado

Campo Rupestre

Vegetação típica de ambientes montanos e altomontanos, em altitudes superiores a 900m. O campos rupestres possuem estrutura arbustiva e/ou herbácea, geralmente nos cumes litólicos das serras (ex: Pico das Almas, Serra das Éguas, Morro do Chapéu, Serra de Jacobina e Chapada Diamantina). Caracteriza-se por uma ruptura na seqüência natural das espécies circunvizinhas, sendo comum a presença de plantas esquarosas, além de árvores e arbustos tortuosos.

Mapa de Distribuição do Ecossistema Campo Rupestre

Mapa Campo Rupestre

campo rupestre
campo rupestre

Manguezal

Vegetação com influência flúvio-marinha, típica de solos limosos de regiões estuarinas e dispersão descontínua ao longo da costa brasileira. Neste ambiente halófito desenvolve-se uma flora especializada, ora dominada por gramíneas e amarilidáceas, que lhe confere uma fisionomia herbácea, ora dominada por espécies arbóreas. De acordo com a dominância de cada gênero, o manguezal pode ser classificado em: vermelho, branco e siriúba, os dois primeiros colonizando os locais mais baixos e o terceiro as áreas mais altas e afastadas das influências das marés. Quando o mangue penetra em locais arenosos, denomina-se mangue seco.

manguezal
manguezal

 

 

 

 

 

 

Restinga

Vegetação que recebe influência marinha, presente ao longo do litoral brasileiro, também considerada por depender mais da natureza do solo do que do clima. Trata-se de uma comunidade edáfica. Ocorre em mosaico e encontra-se em praias, cordões arenosos, dunas e depressões, apresentando, de acordo com o estágio sucessional, estrato herbáceo, arbustivo e arbóreo, este último mais interiorizado.

restinga
restinga

 

 

 

 

 

 

Zona Costeira

Delimitada por uma estreita faixa litorânea na Bahia, possui uma grande diversidade de paisagens, como dunas, ilhas, recifes, costas rochosas, baías, estuários, brejos, falésias, praias, restingas, lagunas e manguezais – que apresentam diferentes espécies animais e vegetais, devido, basicamente, às diferenças climáticas e geológicas.

Zona Costeira
Zona Costeira

 

 

 

Mapa de Distribuição dos Ecossistemas Manguezal, Restinga e Zona Costeira.

Mapa Manguezal


 

 



 

 

 

Dunas:

Áreas com presença de sedimentos, de origem marítima ou fluvial, sendo classificadas como: móveis, semi-móveis ou fixas.

dunas
dunas

 

 

 

 

 

 


Mata Atlântica

Ecossistema com formação vegetal de porte elevado e grande diversidade de espécies, com dossel superior atingindo 40m de altura, folhas largas, sempre verdes; podendo apresentar diversos estágios sucessionais e vários estratos, com a presença de serrapilheira, cipós, epífitas e trepadeiras. A maior parte das espécies de animais brasileiros ameaçados de extinção é originária da Mata Atlântica.

Mapa da Distribuição do Ecossistema Mata Atlântica

Mapa Mata Atlântica

mata atlantica
mata atlantica

Floresta Estacional

Formação vegetal onde a decidualidade faz-se presente em pelo menos uma estação climática, apresentando adaptações dos seus indivíduos à deficiência hídrica, geralmente com a ocorrência de lianas, epífitas e cipós. Sua fisionomia é diversificada e seu aspecto geral é de uma mata com árvores de 25 a 30m.

Mapa de Distribuição do Ecossistema Floresta Estacional

Mapa Florasta Estacional

Floresta Estacional
Floresta Estacional

Caatinga

Estende-se por mais da metade da Bahia (54%). É um complexo vegetacional no qual dominam tipos de vegetação constituídos de arvoretas e arbustos decíduos durante a seca, freqüentemente armados de espinhos, e de cactáceas, bromeliáceas e ervas, estas quase todas anuais. As ervas só vegetam no curso da época chuvosa, do mesmo modo que as gramíneas, razão por que são inaparentes na maior parte do ano. O aspecto agressivo da vegetação contrasta com o colorido diversificado das flores emergentes no período das chuvas, cujo índice pluviométrico varia entre 300 e 800 milímetros anualmente. É costumeira a divisão da caatinga em duas faixas de vegetação, que também são dois tipos distintos de paisagem, com base nos graus de umidade: agreste, possuidor de maior umidade, por estar próximo ao mar, e solo mais profundo, com vegetação mais alta e densa; sertão, mais seco, com solo raso e/ou pedregoso, e vegetação mais baixa e pobre, ocupando enormes extensões para o interior. Hoje estão registradas em torno 1.981 espécies de flora na caatinga, segundo o projeto Avaliação e Ações Prioritárias para a Conservação da Biodiversidade da Caatinga, do MMA, em 2000. Destaca-se a fauna de vertebrados da caatinga, com 148 espécies de mamíferos registrados, em relação aos répteis e anfíbios, 154 espécies foram registradas, e 185 tipos de peixes.

Mapa de Distribuição do Ecossistema Caatinga:

Mapa Caatinga



 

Caatinga

Caatinga

 

Áreas de Transição entre Floresta/Cerrado/Caatinga

Algumas zonas com características específicas, existentes entre os principais biomas brasileiros, foram identificadas e separadas para facilitar as tarefas e esforços de conservação. Uma destas áreas se encontra na Bahia, e é denominada zona de transição entre o Cerrado e a Caatinga, detentora de uma área de 115.108 km2. Nesta zona pode-se observar uma vegetação mais rica que a da Caatinga, com florestas de árvores de folhas secas. Naturalmente, o clima é mais seco que o do Cerrado, com solo mais ressecado e períodos mais longos sem chuva. A maior parte desta área está na fronteira do Cerrado com o sertão, no interior de estados nordestinos.

Aréas de transicao

 

 


UNIDADES DE CONSERVAÇÃO DA BAHIA – U.C.

A Bahia tem hoje apenas 1,64% de seu território estadual conservada com proteção total, o que está muito abaixo da média do país. Tal estrutura de conservação do Estado relaciona cerca de 7% da sua área como protegida, apresentando-se distribuída em 110 Unidades de Conservação no Estado da Bahia, dentre 39 APA’s (estaduais e municipais), 5 parques nacionais, 10 parques estaduais, 9 parques municipais, e outras categorias de Ucs. As Unidades de Conservação, de acordo com o objetivo da sua criação, podem ser U.C’s Proteção Integral ou de Uso Sustentável

. Unidades de Proteção Integral

Admite apenas o uso indireto dos recursos naturais

- Estações Ecológicas
- Reservas Biológicas
- Parques
- Monumento Natural
- Refúgio de Vida Silvestre

Unidades de Uso Sustentável

Visa ao equilíbrio entre a conservação da natureza e o uso sustentável de seus recursos.

- Área de Proteção Ambiental
- Área de Relevante Interesse Ecológico
- Floresta Nacional - Reserva Extrativista
- Reserva de Fauna

- Reserva Particular do Patrimônio Natural

Clique no mapa abaixo para fazer o download.

 

Unidades de Conservação

Referências Eletrônicas:

http://www.wwf.org.br
http://www.sobrade.com.br/textos/trabalhos/recuperacao_de_areas_degradadas.htm
http://www.uefs.br/floradabahia/apresent.html
http://www.ambientebrasil.com.br
http://www.sei.ba.gov.br
http://www.ibge.gov.br
http://www.mma.gov.br/conama/

Referência Bibliográfica:

GRIPPI, Sidney. Atuação Responsável & Desenvolvimento Sustentável: os grandes desafios do século XXI. Rio de Janeiro: Interciência, 2005.

Série Cadernos de Referência Ambiental, v.8 Bahia Nova Legislação Ambiental, 2001.